sábado, 16 de março de 2013

Trendsetter é a vovozinha!

Ei, você ai que se crê o mais moderninho da rua, com suas calças justas e Grizzly Bear nas alturas no iPod, arrasando corações hipsters com seu charme non-chalant e falando de Juliette Binôche como se fosse sua amiga do colégio, saiba que você deve toda essa sua coolness a seus avós!

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A bença, vó! (Foto do Advanced Style)

É que de acordo com estudo realizado por Alberto Acerbi, Stefano Ghirlanda e Magnus Enquist e publicado em 2012 no JASS, períodico dedicado a pesquisas sociais, é a parcela mais velha da população consumidora a responsável por ditar tendências de comportamento. O estudo avalia os papeis de consumidores jovens e idosos no mercado e sua sensibilidade a novidades.

Os cálculos e pesquisas desses estudiosos levam a conclusões interessantes. Mesmo apresentando respostas mais imediatas a novos estímulos, os jovens têm baixa capacidade de absorção cultural. Todavia, são possuidores de alta capacidade de transformação e são capazes de dar a um traço cultural qualquer a sua cara – vale a pena assistir à série Everything is Remix para entender melhor o assunto.

tumblr_mjbg3fIY401rs7knao1_500(Foto do Advanced Style)

Os idosos, por sua vez, podem ser mais avessos a novidades e não se encantarem com a nova versão do iPhone lançada semana-sim-semana-não, mas, de acordo com o estudo, são os legítimos arregimentadores culturais da sociedade de consumo. Por terem mais experiência de vida e poder de compra superior, validaram todas as tendências que passaram por suas mãos, descartando as inúteis e mantendo as que funcionaram.

A comunicação social tem papel chave nessa dinâmica. De acordo com a pesquisa, enquanto os mais jovens procuram falar com seus pares, os idosos tendem a falar com os membros mais velhos do grupo. Uma espécie de grupo de referência.

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(Foto do Advanced Style)

Sendo assim, é muito importante para que uma tendência se popularize, que exista o mínimo de interação entre esses grupos. Isso leva a crer também que um mercado composto única e exclusivamente por pessoas jovens seria pouco prolífico do ponto de vista cultural, pois, baseado na pesquisa desses três distintos senhores, trata-se de um grupo de baixo coeficiente de produção cultural e muito autorreferencial.

É por isso que há muito tempo estamos olhando para o passado na moda e para tudo quanto o vovô e a vovó deram seu aval para vestirmos. Um exemplo? Que tal a calça jeans e a camiseta que você esta usando agora mesmo? Essa tendência foi popularizada pela patota do seu avô, aquela juventude transviada… Os vestidos rodados usados pela musa hipster neo-zelandesa Kimbra têm inspiração no New Look de Christian Dior, que, por sua vez, teve como referência os trajes da Idade Moderna.

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Mais do que reafirmar a capacidade de reciclagem e “reinvenção” da moda, esse estudo demonstra que devemos nos despir de nossos preconceitos diante de públicos-alvo que não se encaixam naquele velho molde “Mulher-rica-solteira-independente”.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

As Compras do Tempo da Vovó

Oi, vó!

É muito simples. Se você está a fim de comprar uma roupa nova, passa a mão no cartão de crédito, vai lindamente ao shopping center ou a qualquer loja que lhe apraza  e faz a festa – cuidado com a fatura! -. Entretanto nem sempre foi assim. Os tempos mudaram, ficaram bem mais rápidos e com eles veio uma praticidade nunca antes experimentada pelo homem. Com apenas um golpe do cartão na maquininha, ou ainda, com um mero clique, pode-se comprar dúzias e mais dúzias de roupas. Mas e no passado? Na metade do século 20, como funcionava? Conversei com a dona Adelaide Navarro, também conhecida como minha avó, para tentar desvendar os hábitos de compra e a relação das pessoas com as roupas no passado.

A vó Adelaide nasceu no bairro do Ipiranga, e ainda bem jovem, em 1961 foi morar em São Bernardo do Campo, onde vive até hoje. Ela conta que as cidades eram muito mais pacatas naquela época “Não tinha praticamente loja alguma e a gente ia para Santo André [município vizinho] para fazer compras, fazer despesa. E o comércio fechava ao meio dia aos sábados”.


Quem diria que nos anos 1940 a Rua 25 de Março seria tão calminha?

Justamente por conta da disponibilidade limitada de opções de lugares para se comprar e do fator financeiro - a família da vó Adelaide não era das mais abonadas - é que as roupas eram compradas em intervalos maiores. Além disso, a moda era muito mais mansa, mudando de desígnios com velocidade muito menor que hoje. “A moda mudava uma vez por ano. Vinha a moda nova do sapato e a gente comprava e tinha que durar por um ano. A gente reservava aquele [sapato novo] para passear e o velho a gente usava para ir à escola”.

A partir disso, eram criadas inúmeras estratégias para fazer com que os produtos de moda durassem mais. “Onde a gente morava era tudo de barro e quando a gente ia passear, colocava o sapato velho e levava o novo na mão. Quando a gente descia o morro, guardava o sapato velho no matinho, calçava o limpo, atravessava a rua e pegava o ônibus para ir para o baile”.

O baile, inclusive, era o lugar em que as moças da cidade se uniam para desfilar suas modas novas. Naturalmente, havia uma disputa tácita de qual era o vestido mais bonito. “O baile era a minha vida. Até hoje não gosto muito de escutar música porque me emociono muito. Justamente, tinha oportunidade de ter mais vestidos quem ia ao baile”. No começo dos anos 1960, a silhueta do New Look de Christian Dior ainda estava em voga. Vestidos de cintura apertada e saia farta, sustentada por saiotes engomados, que esteavam rodopios mil nos salões de dança.

O famoso modelo "godê quarda chuva", febre nos bailes de outrora

Por demandarem muito tecido, eram vestidos normalmente caros. Vó Adelaide e suas irmãs saíam na dianteira por saberem costurar. Compravam o tecido, modelavam e costuravam seus próprios modelos com saia godê guarda-chuva, quando não estreados no baile, em ocasiões especiais, como Natal e Páscoa. As referências prediletas vinham da rua. Ela conta que observava a roupa das pessoas nas ruas e criava suas próprias com base nessas – um beijo pra quem acha que streetstyle é coisa moderna.

Mas então, vó, a roupa hoje ficou mais barata? Ficou mais fácil? Ficou melhor? “Nem sei. Acho que para mandar fazer, hoje fica mais caro, então por isso que a turma compra essas roupas feitas que... são uma bagunça. Umas roupas esquisitas. A moda de agora é muito esquisita. Agora se joga muita coisa fora. A gente vê e já quer comprar e tem gente que não dá valor porque a compra é mais fácil. A gente tinha que dar valor porque no meu tempo quem era da mesma classe social que eu, tinha que dar mais valor porque tinha que cuidar para ter as coisas. Não era como agora que se joga tudo fora. Antes era mais difícil. Também não tinha tanta loja.


Os depoimentos da vó Adelaide mostram que, ao mesmo tempo, muita coisa mudou e muita coisa permanece como antes. Se a quantidade de lojas e gama de produtos ofertados aumentaram substancialmente, continua aquela impressão de que se você quer se vestir de maneira única, vai ter que colocar a mão na massa ou ir à caça de uma boa costureira para dar vida a suas criações. Rico ou pobre, se eu fosse você, dava ouvidos ao conselho da vovó e passava a dar mais valor para o que está dentro do seu guarda-roupas!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Gravatas Borboleta Ganância!

Estava saracoteando pelo site da Natália Dornellas – pra quem não conhece, jornalista de moda e comportamento dona de um texto delicioso e minha amiga de BH - , eis que me deparo com o trabalho da OSC Bow Tie, do estilista Otávio Cordeiro:






Fiquei doido! Sou fã de uma boa gravata e achei um barato a pegada excêntrica que Otávio dá ao acessório, tão tradicional em sua origem. Ele usa retalhos de couro e trabalha suas peças com tratamentos variados para obter brilhos extravagantes, isso sem contar as aplicações metálicas, tudo muito divertido! 





Agora, quem quiser garfar a sua tem que correr, pois as tiragens são limitadas.

Para ver mais gravatinhas ganância da OSC Bow Tie, acesse a página da marca no Facebook ou o site

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

FiveBlu se torna a primeira empresa de Moda a apoiar a Campus Party

Pioneira no segmento de fast fashion online no Brasil, a marca conquista o posto de primeira a integrar o corpo de apiadores do maior evento de tecnologia do país.

FiveBlu na Campus Party

A empresa, braço da gigante calçadista alemã Dafiti, estará presente no evento promovendo ações que integram os universos da moda e da tecnologia. Todavia, mais do que entreter o público, a parceria manda uma mensagem muito forte, a de que o setor da Moda deve ser levado a sério. O ramo integra o top 5 de maiores mercados do comércio eletrônico nacional e representa 11% do volume de compras feitas pela rede hoje.

Esse acontecimento faz com que nos atentemos ao fato de que parece que algumas barreiras estão caindo. A participação de uma marca de moda em um evento desse porte significa a validação do nosso segmento em outros mundos, o que é muito importante para nós das modas, sempre acusados de nos manter trancados em uma panelinha.

Vá lá que o flerte entre Moda e Artes Plásticas e Design é antigo, mas a ponte entre o setor e ramos como Games e Mídia Social é um aval pra lá de bom de que a área é promissora e de que o pessoal das modas – pelo menos os comprometidos e não metidos a besta – não está para brincadeira. “As pessoas acham que Moda é fútil e você deve entender o que eu falo” conta Ana Paula Passarelli, Gerente de CRM (Gestão de Relacionamento com o Cliente) e Mídias Sociais da FiveBlu “A gente [do ramo de moda] movimenta uma grana violenta. É o segundo maior PIB do Brasil. A gente perde pra Construção Civil apenas”.

Dito isso, fica o convite a todos para que vão prestigiar a FiveBlu na Campus Party, que acontece no Parque de Exposições do Anhembi entre os dias 28/1 e 3/2.

Para mais informações, acesse o site da Campus Party e da FiveBlu