segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Beleza Possível



Não sou a pessoa mais vaidosa do mundo. Apesar do armarinho de banheiro cheio de cremes que fui ganhando quando trabalhava diretamente nas modas, não uso nem 10% do que tem lá. O motivo? Não tem tempo! Ou até tem, mas tá em falta! Recentemente, fui diagnosticado com Ptiríase Rósea de Gilbert – nome belíssimo -, umas erupções cutâneas rosadinhas que não coçam nem são contagiosas nem fazem nada demais. A dermatologista recomendou apenas que eu hidratasse a pele diariamente e tomasse sol regularmente – adeus bronzeado de escritório! -. Quem disse que eu me lembrei de fazer algum dos dois?! Aí vem a editora X querendo dizer que o creme Y é imprescindível para a minha sobrevivência. Ora por quem sois, minha nega! Por isso, pedi para que duas amigas lindíssimas me dessem suas dicas de beleza possível. Truques de quem trabalha, cria filho, assovia, chupa cana e sustenta o look.



A Deborah Bresser, editora do site Glamurama, revelou que ainda não conseguiu ser a “mulher custo zero”, aquela independente que dá conta de pintar os próprios cabelos, maquiar-se e depilar-se com maestria, mas que faz o básico: “Vou ao salão uma vez por semana, todo sábado, para fazer a unha. Frequento um salão pequeno, de bairro, próximo à casa da minha mãe no Bom Retiro. Mas é que aí aproveito para visitar a mamys”. Além disso, faz escova progressiva de 4 em 4 meses, mas quanto aos cabelos, diz que a genética lhe foi muito grata: “Tenho a vantagem de não precisar pintar o cabelo ainda, o que ajuda muito a me manter longe do salão”.

Corredora inveterada, Deborah também adaptou seus pequenos rituais de beleza para a prática esportiva: “Como eu treino todo dia, não dá tempo de esperar pelo crescer para fazer depilação... então mando bala na gilete mesmo”. Ainda tem tempo para um mimo ou outro: “Cabelo eu corto de 6 em 6 meses, quando dá, com o Paulo Cesar Schettini, do MG Hair Design. É meu luxo, hahahah. E, bem, faço massagem em casa toda segunda-feira porque ninguém é de ferro. Fora isso, conto com o charme e a beleza do meu DNA hahahaha”.



Minha outra amiga belíssima é a Liliane Ferrari (Lili para os íntimos e Lilica só pra mim). Ela é editora de conteúdo do Petiscos, site da Júlia Petit e está sempre rodeada de produtos de beleza e de moçoilas bonitas. Ela revela que o corre-corre do cotidiano não deixa muito espaço para tratamentos muito sofisticados e longe de casa. Até marcar hora no cabeleireiro está difícil! Mas nem por isso ela se desleixa: “Se te disser q faz quase um ano que não vou cortar o cabelo você acredita? Pra que cortar a juba enrolada se meu cabelo cresce pra cima? hahahah
Cuido em casa mesmo não tenho tempo pra salão... infelizmente porque tem uns que eu adoro como o do Charles Motta, mas a correria não me deixa!”.

Ela se diz uma bela de vaidades e hábitos simples: “gosto de hidratante Hidrafil ou Eucerin de dia a dia e uns creminhos pra dar viço da Kiehl´s e da Lancome, a vitamina c da SkinCeuticaus, nutritivo da Olay e muito demaquilante da Nivea”. E ainda conclui lindamente:

“E o resto é a vida! “

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

40 dias de tênis - um caso de amor



Já pensou em ter de usar a mesma roupa por 40 dias seguidos? Mais de um mês olhando para a mesmíssima produção sem a mínima possibilidade de variação. Uma seara que dura pouco mais de um mês, mas que parece se arrastar por longos 40 anos no deserto! Pois foi esse desafio que passou Luciana Costa, jornalista que tem ligação especial com a moda, sócia da empresa de consultoria em mídia social Bites e minha chefe. Por orientação médica, ela teve de usar o mesmo par de sapatos por 40 dias. A experiência foi tão divertida - para mim, que assistia a tudo - que pedi um relato dela. Olha só:


"Tenho 41 anos, mas penso como alguém de 95 costumava pensar no início do século 20. Ou seria final do século 19? Aprendi  ainda na juventude (ainda se fala juventude?) que sapato tênis (no meu tempo chamávamos tênis de sapato tênis) era para crianças, adolescentes e atletas. Quando o ortopedista sentenciou “você precisa usar tênis por 40 dias seguidos”, pensei: Não sou criança, adolescente, ou atleta. Logo, o tênis estava fora de cogitação. Prescrição inapropriada dada é prescrição inapropriada esquecida. Dias depois, visito a reumatologista (Não falei dos 95?). E não é que escuto: “40 dias de tênis ou cirurgia nos pés. O que você prefere?” Como são assertivos os médicos de hoje. Onde foram parar as meias verdades da minha juventude (início do século 20. Ou seria final do 19)? Eu preferi visitar imediatamente uma loja da Nike, a primeira que encontrei. Refeita da perplexidade com a obrigação de usar tênis todos os dias o dia todo (que passariam rápido, imaginei) escolhi um modelo laranja avermelhado. Ou seria um vermelho a caminho do Pink?



"Para suavizar ou esconder o tênis laranja avermelhado ou vermelho a caminho do Pink só roupa preta. Todos os dias. Pelos 40 seguintes. 40 dias passariam rápido? Nem a pau. Não ando arrumadíssima, não uso salto alto, não sou alvo de paparazzi, não faço fotografias do look do dia para publicar num blog e não costumo me encontrar com a Costanza Pascolato. Por que tanto drama?



"Porque tênis me engorda ainda mais e não combina comigo. Em algumas pessoas o tênis orna que é uma beleza. Mas não. Infelizmente não é o meu caso. É engraçado ouvir as moças que adoram contar que herdaram o estilo e o closet da avó, locomotiva da sociedade (ainda se fala locomotiva?). Mas o que eu herdei da minha foi uma necessidade absurda de dar explicações. Em geral a quem não pediu.  E para o manobrista na saída da Nike já fui explicando que o tênis era uma recomendação médica e etc. Acho que contei a mesma história umas 3, 4 vezes ao dia. Vamos cravar 4 explicações em 40 dias e chegamos em 160 explicações. E sempre a quem não me perguntou absolutamente nada.



"O ânimo do período variou entre o irritada, irritadíssima e  to me lixando. Alguns dias mais arrumadinha e outros nem tanto. Em certas ocasiões o tênis puxou um jeans que levou a uma camiseta de malha. É verdade, tem gente (só conheço a Angelina Jolie) que fica linda de tênis, jeans e camiseta de malha. Mas uma vez mais, não é o meu caso.  Assim, o moto contínuo seguiu.

"Os 40 dias acabaram. E não é que to sentindo falta do conforto do calçado de crianças, adolescentes e atletas. Ainda mais na minha idade. 95 anos, lembram-se?".


segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Vish! lança Verão 2013 pra lá de caseiro



Posso estar me repetindo, mas: tem novidade no pedaço! A Vish!, marca catarinense comandada pela dupla Andréia Passos e Luiz Wachelke acaba de lançar sua coleção de verão. Sob o mote de Home is where the heart is, a linha é uma explosão de florais simpáticos e de detalhes espertinhos.

Atualmente apaixonado por esta camisa branca...



Nossa casa é nosso refúgio, nosso abrigo, nosso “piques“ quando as coisas apertam e as perspectivas de uma vida longe de casa, à primeira vista, parecem assustadoras! Apesar de toda independência que abandonar o ninho significa, existe sempre aquele medo da não adaptação, de ficar se sentindo um peixe fora d'água...




A coleção tem um jeitão de fim de tarde de verão, meio bucólico, meio com gosto de fim de férias escolares e transborda sensibilidade nos detalhes dos tecidos maquinetados e no capricho dos acabamentos. 

Mas é como diz o outro, amigo é casa. E quem tem amigos, nunca está só. Se bater aquela pontinha de saudade, fique tranquilo, pois o lar é onde mora o coração.