domingo, 26 de agosto de 2012

Dossiê de Estilo: Meias

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O visual ficou meio chocho? Não sabe como incrementar sem ficar exagerado? Basta se lembrar do que a vovó dizia: Deus está nos detalhes #modascristãs. Que tal apostar em umas meias diferentes? Uma cor diferente como pink ou padrões como bolinhas, listras etc podem acender sua produção. Duvida? Olha só:

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da Natureza das Coisas Simples

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As últimas semanas testemunharam a abertura de dois novos pontos gastronômicos na Vila Madalena: a nababesca padaria Le Pain Quotidien e o mais modesto Café Boulange. Esses lugares dividem alguns predicados: são duas padarias francesas, as duas ficam na Rua Wisard e as duas são decepcionantes. Porções minúsculas, preços gigantes e atendimento lamentável. Parece que na pressa de se tornarem os primeiros pontos do bairro a servir croque monsieur, os estabelecimentos se esqueceram do essencial: bom atendimento e boa comida. Sei lá… parece que de repente todo mundo ficou meio pedante (eu, inclusive).

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Minha amiga Bethinha esperando por seu pedido no Café Boulange… #chatiada

Em contrapartida, neste final de semana, tive provas de que nem tudo está perdido. Nesta sexta aconteceu a quarta edição da If Takes in the Eye, uma festa simplesmente incrível – na acepção mais específica da palavra. O evento acontece na Rua Tupi, 832 – Pacaembu, no subsolo de um restaurante: grande o suficiente para dançar até os pés desistirem e pequeno o bastante para caber o número certo de pessoas. A festa é organizada por Arthur Tavares, Rudy Ritter (que trabalham comigo), Renato Leite Ribeiro e Rafael Lebre, que mandam bem DEMAIS na música. Sério, os mash ups e os one hit wonders dos 80 e 90 são SENSA AS HELL! O que a festa tem demais? Nada. Nenhuma pirotecnia, nenhuma iluminação estrambólica, nenhum carão… nada! Apenas o essencial: ótima música, ótima companhia e bebidinhas muito das boas!

Festa duro

A outra surpresa boa veio na tarde do sábado. Ainda com  sono por causa da festa, fui almoçar no Al Caberno, uma cantina italiana que fica alguns quarteirões acima da minha casa, na gloriosa Santo André da Borda do Campo. O restaurante funciona onde ficava uma casa do bairro, há doze anos. Decoração simples, cardápio sem lay out nenhum, mas o lugar ganha na hospitalidade. Ninguém repara nos quadros tortos enquanto come as massas deliciosas e artesanais do Al Caberno. E o melhor, o preço não é nada indigesto!

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Massas boas despertam meus sentimentos…

O grande lance da coisa toda é que quanto mais simples algo parece ser, mais trabalho ela envolve –organizar uma festa e fazer macarrão não são coisas nada simples –, só que, para quem faz, não existe aquele ônus da obrigação porque, geralmente, coisas bem feitas foram feitas com gosto.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Dica de presente para o Dia dos Pais

Não sei vocês, mas eu já decidi o que vou dar de presente pro seu Paz no dia dos pais – não, não é desgosto!
Já faz um tempo, conheci a Conto Figueira, uma marca de camisas e acessórios masculinos muito da gananciosa. É uma etiqueta que prima pelo essencial da boa camisaria: bom corte e bom acabamento!

Camisa Conto Figueira BrancoCamisa Conto Figueira Marinho

A Conto foi criada pela dupla Bruno Passos e Camila Simielli e é um oásis de boa execução no meio de um deserto de peças malfeitas. Além disso, o preço é honestíssimo! Os modelos são mais sequinhos e bastante versáteis.

Camisa Conto Figueira XadrezCamisa Conto Figueira Rosa

Não se esqueça! Na hora de provar a sua camisa, verifique o ajuste dos ombros e do punho. A costura dos ombros deve coincidir com a parte mais saliente e ossuda do ombro. Para se certificar de que o punho está no lugar correto, encare-se no espelho com os braços em repouso, se o fim do punho coincidir com o ossinho mais saltado do pulso, parabéns, vocês foram feitos um para o outro!

Ah sim! Aproveita que já vai comprar o presente do pai e dá aquele migué na parte de acessórios também hahahaha

Bracelete de Couro Conto FigueiraBracelete de Jeans Conto Figueira
Braceletes de couro e jeans trançado

Botas Conto Figueira
Par de botas GANÂNCIA

E não bastasse todo o cuidado com corte e acabamento, olha só a embalagem, minha gente! E pelo mesmo preço de uma camisa comprada no shopping. Cá pra nós… acho que fiz um negocião!

Embalagem Conto Figueira

Para saber mais sobre a Conto é só acessar o site da marca

Um homem que tem uma boa camisa é um homem bem vestido.

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Os pés no chão das modas



No começo de sua existência, os desfiles de moda tinham como objetivo expor um conjunto de toaletes – ou trajes – desenhados e costurados pelo estilista a suas potenciais clientes. As compradoras eram reunidas em um salão e as modelos então desfilavam exibindo as peças. Findada essa etapa, as espectadoras faziam suas encomendas. Vendas eram efetuadas, o caixa girava, o costureiro ficava feliz e, mais importante, não passava fome.

Desfile da Casa Canadá

O tempo passou, surgiram os anticoncepcionais, os mullets e o Menudo e as coisas mudaram de cara. Em algum lugar do século XX, o desfile de moda deixou de ser um evento visando à venda e se tornou um espetáculo pirotécnico. Se antes as modelos desfilavam portando plaquetas com números que identificavam os trajes e tornavam as vendas mais práticas, hoje as modelos portam olhadas fatais e fazem caras e bocas. Tudo para impressionar o público.

Thierry Mugler, 1999

Isso tem motivo, creio eu. O desfile parece ter se tornado um mecanismo de posicionamento de marca usado pelas grifes não mais para vender roupas diretamente, mas para mostrar ao público a que veio. Aquelas peças que fazem a sua mãe perguntar “E alguém usa isso na rua?!” têm o objetivo de manifestar um conceito, um clima etc e tal.

Já não é de hoje, me questiono quanto à eficiência dessa manobra. Será que o desfile de moda é garantia de retorno para o estilista? Quanto um desfile, que chega a custar mais que um automóvel – e não me refiro a modelos populares – ,rende em dinheiro para uma marca? Se os compradores presentes na sala de desfiles vão correndo para o showroom da marca no dia seguinte atrás daquela jaquetinha que todo mundo vai querer comprar, não seria mais inteligente promover um evento dentro do próprio salão de vendas reservado a compradores – incluo aqui grandes magazines e afins -, imprensa especializada, convidados e estudantes? Por que não promover um evento que promova ainda mais informação de moda a quem se interessa pelo assunto?

Showroom da Old Navy

Para alguns nomes como Hussein Chalayan e Jum Nakao, o desfile se tornou plataforma de expressão. Fazem parte de uma categoria de criadores cujos trajes transcendem a moda em seu sentido mais primordial – criação e cópia, necessidade de pertencimento etc... – e fazem da passarela o livro por meio de que passam sua mensagem. No Rio de Janeiro, uma marca que tem se destacado nesse sentido, mas com premissas muito menos artísticas e mais mercadológicas, é a Reserva. Rony Meisler e equipe fazem do desfile um canal de comunicação direto com o admirador da etiqueta e transmitem a mensagem da marca ao mesmo tempo em que exibem as roupas que serão vendidas.

Chalayan em um de seus desfiles-manifesto. "O estilista está a serviço da moda", afirmou.

O fato é: hoje, se o espetáculo apresentado não for muito bom, não vale a pena aturar o atraso de uma hora do estilista e as pretensões desfiladas – muitas vezes mal executadas.

Posicionamento de marca é importantíssimo, mas pode ser feito de N jeitos. A venda é crucial, afinal de contas, o que move o mundo não é glamour, mas dinheiro. O que me incomoda mais nessa história toda é que parece que o desfile de moda, e a semana de moda por conseguinte, perderam seu propósito. Deixaram de ser um ambiente de negócios, para se tornar um ambiente de validação. Sendo o mercado de moda da nossa Pindorama Fashion uma panelinha de amigos e coquetes, é ultranecessário saber who is in and who is out. O que me leva a engrossar o coro levantado por Colin MacDowell ao questionar a relevância da crítica de moda. Quem tem mais influência sobre o público consumidor, a editora de moda ou a personagem da novela?



Estilistas quatrocentões têm “pulado a temporada”, a China está engolindo nosso mercado interno pelas beiradas... Moda, cai na real.