terça-feira, 29 de maio de 2012

PUBISPOST

Encontrei a solução para a polêmica dos publiposts:


O PUBIS-post

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Novos padrões de consumo - Como serão as compras do futuro?



Qual foi a última peça de roupa que você comprou? Uma blusinha rendada para impressionar o boy? Um vestido arrasante para impressionar a sogra naquela festa de família? Um chapéu maluco para atrair olhares desprevenidos na rua?

Não importa qual tenha sido o item, certamente você o comprou por algum motivo. Nossas compras são impulsionadas por uma série de razões que às vezes escapam ao nosso consciente. Aliás, cada vez mais, nossas compras têm sido motivadas pelo inconsciente.

Os deuses do Marketing apregoam que o processo de escolha de uma marca pelo consumidor passa por algumas etapas, como pesquisa, validação, criação de juízo de valor etc.

Tendo como base essas, e uma baciada de outras informações, a pesquisadora Melinda Davies, em trabalho publicado em 2003, enumerou cinco características que vão pontuar o perfil de compras do consumidor do futuro – e não necessariamente um futuro distante.
Está começando seu negócio? Quer fazer sua moda render milhões? Então fica esperto nas dicas de Melinda:


1 – A Modernidade Líquida Evaporou
Vivemos a era do intangível. Trabalhamos com meios abstratos e o concreto tem ocupado progressivamente menos espaço em nosso cotidiano. Pesquisa exposta no livro de Melinda aponta que 54% das pessoas dizem se ocupar mais com tarefas mentais que com obrigações concretas. Trocando em miúdos, estamos submergindo no subjetivo. A prova disso é que ativos abstratos como marca e capital intelectual vêm ganhando mais e mais espaço na balança comercial das empresas. Podemos citar como exemplo as contendas judiciais da Christian Louboutin contra a Yves Saint Laurent e contra a brasileira Carmen Steffens pela propriedade do vermelho – sim, a cor!!!


Portanto, tome muito cuidado com o que você faz com a sua marca. Se deseja se alçar como uma grife respeitada ou como um blogueiro de sucesso, não vá se enfiando em qualquer ação. Conheça seu público e ofereça produtos que vão de acordo com seus desejos e necessidades. No mundo do marketing das modas, você faz a fama, deita na cama e pode nunca mais sair dela!



2 – Válvulas de escape
O mundo está opressivo. O chefe cobra resultados, os filhos cobram atenção, a esposa cobra explicações sobre a mancha de batom no colarinho e assim nós vamos vivendo de amor – só que não. A tendência é que consumamos pequenos momentos de despressurização  e que a própria experiência de compra se torne mais prazerosa, então pode dar tchau para aquela vendedora pentelha que fica tentando te empurrar aquele colete cargo de veludo cotelê abóbora e investir as fichas em mecanismos que tornem a compra e a experiência com o produto o mais aprazíveis possível.


3 – Mercado Matrioshka
Assim como as bonequinhas russas e como no filme “Inception”, os pesquisadores descobriram que o mercado é muito mais fragmentado que imaginaram. Existe um segmento, dentro de um segmento, dentro de um segmento... O conceito de “mercado de massa” está fragilizado e o que conta pontos agora é conhecer muito bem o perfil do seu cliente e seu estilo de vida.


4 – Eu robô?!
Lembra aquele chavão “somos todos iguais na diferença”? Pois nunca esteve tão em voga. Quem aí deseja sair na rua e dar de cara com alguém vestido da mesmíssima forma que si? A demanda por produtos e serviços personalizados cresceu e tende a se expandir. Os tênis da linha NikeID por exemplo, são completamente customizáveis. Claro que esse tipo de serviço implica em um maior investimento em logística, mas o retorno promete!




5 – Até que a morte nos separe
Relacionamento Marca&Cliente não é nenhuma novidade. Aliás, é sobre isso que o marketing is all about. Acontece que dentro dessa cena de alto teor de subjetividade e de fragmentação de mercados, precisaremos de alguém que nos guie. Por que não fazer da sua marca a estrela guia de um consumidor perdido? Ele deseja – e desejará com muito mais afinco – caminhar ao lado de uma marca que o compreenda e que divida com ele valores comuns. Tudo indica que seu novo grande guru, seu novo horóscopo, seu norte terão o nome acompanhado de um ®. Escolha com cuidado!

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Minas Meu Amor

Foto de Vanessa Kohler

Viajar é despedaçar-se. Da mesma forma que sente falta do pedaço perdido, aquele que viaja completa-se com as porções que lhe eram alheias, mas que agora lhe são mais próprias do que nunca. O viajante sai e dilacera-se, mas volta para casa mesmerizado, evoluído. Foi assim que retornei de minha recente viagem a Belo Horizonte.

Fui convidado a prestigiar o casamento da minha querida amiga Cris Guerra. Ela dispensa apresentações, mas caso alguém ainda não a conheça, é a dona do Hoje Vou Assim, primeiro blog de looks do dia do país e onde assino coluna semanal.

Foto de Luiza Villarroel

Minas, ao invés de São Paulo, vive no hoje. A metrópole paulistana vive o amanhã, o daqui seis meses, o longo prazo inexistente. Já Minas vive para o presente e talvez seja por isso que o mineiro se entregue com tanta alma naquilo que faz. Prova viva, faladeira e engraçadíssima disso é Odette Castro. Mãe de coração da Cris, Odette foi a responsável pela decoração do casório. Cada detalhezinho de cada arranjo deixa transparecer o cuidado e o zelo de seu trabalho. Odette não fez decoração, mas sim de-coração. As cúpulas de tecido que faziam das taças abajures, as cadeiras personalizadas, as bolas coloridas espalhadas pelo lugar, as fitas, os laços, as flores, tudo transbordava o carinho das suas mãos cuidadosas.

Odette Castro <3 por Samuel Costa/Fotoarena

No mineiro senti muita bondade, mas mais do que isso, uma entrega muito grande. Da garçonete ao mestre de cerimônia, o que se sente é uma doação tão sincera de si mesmo que é tocante. Enquanto que São Paulo aduba uma cultura de eficiência e punição, Minas adoça um conjunto de significados que versam sobre o carinho. Minas me fez acreditar ainda mais que é possível e muito recomendável contentar-se com a alegria do outro. Fez-me crer que quem me beija os amigos, adoça meus lábios e que felicidade é como um vinho bom, que quando aproveitado na solidão, fica tristonho.

Foto de Luiza Villarroel

Se o viajante de fato se dilacera e se compartimenta, se reconstrói e se reinventa e deixa, por cada canto em que passa, um pouquinho de si, fico convicto de que em Minas, ficou uma parte do meu coração.

Foto de Vanessa Kohler

Atualização: Salva de palmas também para o maravilhoso trabalho de Camilla Baetta, que também assinou a concepção criativa e executiva da cerimônia, além de ter se esmerado um bocado nos arranjos florais.