domingo, 14 de agosto de 2011

Post Pro Pai

PaiFala sério! Meu pai era um boy magiaaa!!!

O tempo passa quando a gente se diverte – e quando a gente tem mais coisa pra fazer do que ficar choramingando sobre a vida no twitter. Ontem mesmo era carnaval e já estamos no dia dos pais. Como diria minha vizinha, dona Gervásia, “Que bença!”

Por ocasião de compromissos prafissionais, terei que abrir um precedente meio chato este ano e passarei o dia dos pais longe do meu. Para mostrar que não sou um filho desnaturado, resolvi pautá-lo para um post especial de dia dos pais. Fiquem tranquilos, pois não o escalei para nenhum editorial maluco, nem o obriguei a fazer um lookbook… Eu só me reservei a falar um pouquinho dele, fazendo link com moda, óbvio.

yvanPai???

Eduardo Paz, papai, nasceu em São Paulo, mas viveu toda infância e adolescência em São Bernardo do Campo, ABC Paulista. Não dá pra dizer que foi a mais abastada das infâncias… na verdade, ele conta que foi uma infância pobre mesmo! (Eufemismo é muito last season). Mas não pensem vocês que a família Paz vivia enrolada em farrapos. Muito pelo contrário! A espanholada tinha dresscodes rígidos para cada ocasião. Para atividades externas, tais quais jogar futebol na rua de terra batida, brincar de polícia e ladrão, arrastar carrinhos de lata pela calçada e outros logros a pedida era uma calça de lona que minha avó Adelaide fazia com os macacões de metalúrgico do meu avô Antônio. “No fim do dia a calça ficava dura de tanta terra” papai revela.

Para eventos formais, como casamentos na família ou feriados santos, o habillé do pequeno Eduardo variava entre uma bermuda de sarja combinada a uma camisa social e um conjunto de blazer e calça de algodão. Como essa era a mesma roupa que usava para ir à missa, o dresscode ficou chamado de “Roupinha de Ver Deus”.

spanish mobE aí? Com quem vocês acham que sou mais parecido? Com seu Edu ou com dona Ro?

Papai cresceu e aconteceu com ele o que ocorre invariavelmente com todos aqueles que fazem parte de uma família grande – e a nossa é particularmente enorme! Da última vez que contei eram 30 tios avós – papai começou a herdar as roupas dos primos mais velhos. Acontece que nos idos de 1970 os brechós ainda não estavam na moda e a Anna Dello Russo ainda não tinha emplacado o color blocking. O resultado foi um período um tanto tortuoso de bullying fashion. “Eh! Fui eu que ensinei seu pai a comprar roupa!” Desabafa mamãe. De fato, o senso de estilo do meu pai ainda não era muito apurado, o que resultava em combinações exóticas, como a calça boca de sino salmão com blazer azul marinho que ele usou em sua formatura. Eu prefiro acreditar que ele foi um precursosr do kitsch! Depois que ele amarrou os trapinhos com dona Rosangela – é sem acento mesmo – a percepção fashion do meu pai acordou pra vida. Muito do meu gosto clássico pra roupas é influência dele.

PaiArtIIPapai visto sob perspectivas mais artísticas

Enfim, todas essas galhofas só para mandar um beijão especial pro seu Eduardo e dizer que quase tudo do que eu sou e do que aprendi sobre a vida eu devo a ele. Não tem bolsa importada que supere bons valores.

Se saiu algum erro de digitação, perdoem-me! Escrevi o texto do avião e esse troço tá sacolejando demais!

BEIJO PAAAAAI!!!

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