terça-feira, 26 de julho de 2011

Os temas do inverno 2012 by Première Brasil

Aconteceu nos dias 20 e 21 de julho, no Transamérica Expo Center, o Première Brasil, versão nacional do Première Vision, um dos fóruns de tendências têxteis mais importantes da atualidade. As temáticas propostas pela equipe de moda do Première abrangem cores fortes e bastante descontração. Falou-se muito em radicalidade e em ousadia no design durante os dois dias de evento. No que depender deles, nosso próximo inverno será bastante rico em cores e texturas. Os temas são os seguintes:

Sem Compromisso – Fala-se de uma “simplicidade espetacular” e de um afinco maior naquilo que chamam de “especialização”. A mensagem passada às marcas, a meu ver, é que mantenham um pouco mais os pés no chão e que se atenham aquilo que sabem fazer melhor. Uma alfinetada singela nas grandes labels em seu afã de licenciamentos incessantes. Aqui prima-se por um rigor bastante discreto. As formas são longilíneas e os tecidos opacos. Listras e estampas surgem em tamanhos grandes. As texturas devem ser usadas à vontade. Para os homens, um exercício de minimalismo colorido – seriam outras palavras para color blocking? -. Propõe-se uma silhueta slim e versões mais funcionais do costume – parte de cima do terno. O piquê é apontado como tecido guia.

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arquitetura

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minimal color

Com Modéstia – Os temas ecológicos sublinham essa temática. Mais adequada a linhas casuais, é uma linha que prima pela durabilidade de suas criações e pela consciência ecológica. Sugere-se o uso de lã, algodão cardado e de têxteis tecnológicos. As cores são lavadas e o luxo é simples, modesto. Paetês meio foscos dividem espaço com tecidos delicadamente guarnecidos com fios de lurex. Há uma brincadeira com motivos nobres dispostos descontraidamente nas peças em forma de estampas. O homem ganha paletós mais largos em tweed de tramas grossas. O tricô em pontos grandes é boa pedida para eles. A cartela de cores é amadeirada.

Maxi-Tricot

WoolCap

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Com Frivolidade – A mais jovem das temáticas aparece em consonância com tudo aquilo que preconizam os pesquisadores da Geração Y e do Pós-Modernismo. É proposta uma brincadeira com códigos estabelecidos, um remix de coisas opostas. Dia e Noite, Natural e Artificial, Couture e Fast Fashion. Para ela, transparências e tecidos fluidos. Arrisco-me a apostar nas rendas, que aparecem nas mais diferentes versões no próximo inverno. O brilho escorre das joias para a trama dos tecidos. Para os homens, uma profusão de cachecóis, lenços e fulares; casacos com punhos e botões forrados ao gosto do freguês; calça de smoking em versão jeans e um cruzamento bastante interessante da roupa de jogging com o smoking.

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Sem Fronteiras – Se as linhas todas se pautam na ideia de inconstância e impertencência que vivemos, esta é a que mais se aproxima de seu conceito-mãe. Sem Fronteiras explora o folclore global, os ícones digitais, as redes sociais, a moda como ponto de encontro de gente de todo canto do planeta. A cartela se inspira em tons vibrantes da natureza e as silhuetas resultam bastante coloridas. Elas vestem sedas, rendas abertas e plastificadas, jacquard e tecidos elásticos. Os volumes ficam por conta do matelassado e a estamparia explora o universo dos gibis, tanto no que diz respeito à temática, quanto no que diz respeito às técnicas de impressão. Eles vestem um verdadeiro mix and match de estampas e padrões e o hibridismo é bastante presente. Creio eu que isso seja um convite a misturar peças já existentes e criar novas propostas.

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