sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Soneto di Separazione!

O Original:
De repente
Do riso fez-se o pranto
silencioso e branco
como a bruma
e das bocas unidas fez-se a espuma
e das mãos espalmadas fez-se o espanto
de repente
da calma fez-se o vento
que dos olhos desfez a última chama
de repente
não mais que de repente
fez-se de triste o que se fez amante
e de sozinho o que se fez contente
fez-se do amigo próximo, distante
fez-se da vida uma aventura errante
de repente
não mais que de repente
* * *
O Farsante:
De arrepente ela gomenzó a giorar
E tomém ficô tuda espumenta
Pruquê nóis paramos de se beigiá
E ela me esparmô a mão na cara
E ficô doida feito um tufão
E apagô as labareda di nostra paxão!
Aí ela cumenzô a saracuitiá
E fazê o maior drama!

De arrepenti
Os namorado ficáro tudo tristi
E quem tava filiz ficô suzinho

Os amigo tudo viagiáro
E a vida da gente ficô muito doida!
Tudo de arrepente!

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Inspirado em Soneto da Separação de Vinícius de Morais e na obra de Alexandre Marcondes Machado (Juó Bananére)

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